Norte do Brasil amplia infraestrutura de combustíveis para sustentar o avanço do agronegócio e de novos corredores logísticos

O avanço do agronegócio e a consolidação de novos corredores logísticos vêm ampliando a demanda por infraestrutura de combustíveis nas regiões Norte e Centro-Oeste. A expansão dos polos de produção e consumo, associada à necessidade de conectar diferentes modais, aumenta a relevância de terminais, portos fluviais e bases de distribuição para garantir o abastecimento e dar mais eficiência à movimentação de produtos.
Esse cenário exige projetos capazes de integrar equipamentos, sistemas e etapas distintas do processo, desde o recebimento e o armazenamento até a transferência e a expedição dos combustíveis. Também requer soluções compatíveis com uma variedade de produtos, capacidades e condições de instalação, além de recursos que contribuam para a segurança, a confiabilidade e a continuidade operacional. Em empreendimentos implantados em regiões com particularidades logísticas, a engenharia precisa considerar ainda os desafios de acesso, montagem, manutenção e suporte.
“Cada terminal tem uma realidade própria, com produtos, modais e condições particulares. O papel da engenharia é traduzir essas variáveis em um sistema seguro e confiável, sem complicar a rotina do cliente”, reforça Guilherme Ribeiro, Gerente de Contas da FLUXO.

Raízen investe em integração e automação nos terminais de Santarém e Miritituba
Conectados por rotas fluviais e terrestres estratégicas, os terminais de Santarém e Miritituba aproximam os centros de distribuição das regiões de forte atividade agrícola e dos mercados consumidores. Para acompanhar essa dinâmica, a Raízen contou com a FLUXO no desenvolvimento de soluções integradas elaboradas de acordo com as características de cada terminal.
Em Santarém, a atuação focou na operação rodoviária. O fornecimento contemplou um skid de carregamento com quatro tramos de medição e quatro braços de carregamento Bottom Loading, bem como um skid de descarregamento duplo, dimensionado para operar com gasolina, diesel, biodiesel e etanol. Os sistemas incorporam medição de vazão, válvulas de controle e bloqueio, aterramento e prevenção de transbordamento, monitoramento de densidade, medição de temperatura e sistemas de amostragem.
Em Miritituba, a movimentação ocorre por meio de balsas. O terminal recebeu um skid de carregamento e descarregamento de quatro tramos, preparado para atender Diesel S10, Diesel S500, Gasolina e Diesel Marítimo. O arranjo reúne equipamentos de controle, bloqueio e instrumentação, bem como recursos de drenagem e desaeração.
Em ambos os projetos, a resposta técnica foi estruturada em torno da conexão de equipamentos mecânicos, elétricos e de instrumentação em conjuntos skidados, unidades compactas que concentram os principais componentes em uma única estrutura. O escopo incluiu ainda engenharia, documentação técnica, testes de aceitação em fábrica, supervisão de montagem, comissionamento, start-up, testes de campo e treinamento das equipes de operação e manutenção.

Da aplicação específica a uma solução replicável
Para operadores de terminais e distribuidoras, integrar diferentes sistemas em uma mesma solução é essencial para conciliar desempenho, segurança e previsibilidade na implantação. Essa configuração reduz interfaces entre fornecedores e etapas de execução, facilita a coordenação da implantação e contribui para uma entrada em operação mais previsível. A experiência também pode servir de referência para outros terminais que enfrentam desafios semelhantes. Entre as principais vantagens desse modelo estão:
Reduzir interfaces técnicas
Medição, controle, instrumentação e segurança são considerados conjuntamente, reduzindo interfaces entre soluções especificadas separadamente.
Antecipar desafios de implantação
Condições de montagem, processos, testes e comissionamento são consideradas desde a engenharia, permitindo antecipar possíveis interferências em campo.
Adequar a solução à aplicação
Modal, produtos e condições operacionais orientam a configuração de cada aplicação, como mostram os projetos de Santarém e Miritituba.
Simplificar a entrada em funcionamento
Engenharia, fabricação, testes, montagem, comissionamento e treinamento são coordenados ao longo da implantação, dando mais continuidade às etapas.
Infraestrutura em expansão exige sistemas cada vez mais conectados
À medida que novos corredores logísticos avançam, a infraestrutura de combustíveis exige investimentos para acompanhar uma dinâmica cada vez mais diversificada e multimodal. Essa evolução amplia a necessidade de operações preparadas para lidar com múltiplos produtos, rotas e condições de movimentação.
Assim, conectar tecnologias e adaptar a infraestrutura a cada aplicação tende a ganhar ainda mais relevância. Para o setor, o desafio será acompanhar a expansão da logística sem perder flexibilidade, confiabilidade e agilidade diante das novas demandas.
